O Amor é como um video-game…

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O Amor é como um video-game…

É possível sentir Amor e Paixão no relacionamento por muito tempo como se estivéssemos viciados em jogar um jogo de computador?
Este título e esta introdução parece um pouco estranha se souberes que eu sou especialista em transformação e no estudo das personalidades segundo o Eneagrama. Poderás te questionar: O que uma coisa tem a ver com outra? Enlouqueceu de vez? Eu sei que pode parecer estranho no inicio mas garanto-te que fará todo o sentido, por isso fica comigo por mais umas linhas.

Figura 1

Presta atenção ao gráfico da figura 1. Este conceito de “flow” foi criado pelo psicólogo Hungaro Milhaly Cslkszent e explica a forma de envolvimento permanente no nosso dia a dia e é hoje utilizado à exaustão pela industria de jogos de computador. Esta industria procura garantir que cada utilizador jogue o maior tempo possível um jogo de computador. Na prática, este conceito explora a dinâmica humana entre o sentimento de frustração e de aborrecimento ou monotonia. Ou seja, Milhaly conclui e a industria aplica o princípio que, um utilizador sente-se mais envolvido num jogo de computador quando não experimenta frustração causada pelo excesso de dificuldade ou aborrecimento por excesso de facilidade e, muito importante, é fundamental que experimente um pouco dessa frustração e um pouco dessa sensação de conquista fácil.

 

Baseado nesse mesmo principio poderemos afirmar que para garantir a chama acesa do amor e da paixão, deveríamos apostar numa relação que se afastasse e aproximasse da frustração e do aborrecimento o suficiente para garantir envolvimento. Para traduzirmos isso ao nível dos relacionamentos poderíamos concluir também que na relação deveríamos desenvolver ações no nosso dia a dia para nos afastar tanto de desejar relações demasiado complicadas ou relações demasiado simplificadas.

“Os opostos atraem-se”. Com certeza já escutaste esta expressão muitas vezes. A minha questão é: O que acreditas acerca disso depois de conhecer o conceito “Flow” do Dr. Milhaly?

 

Existem perfis de personalidade mais fáceis de ter relações de longo prazo e com a chama da paixão acesa? Esta pergunta é das questões que mais me colocam assim que cada pessoa tem acesso ao código do Eneagrama.

 

Mas vamos lá… Quando afirmamos que os opostos se atraem estamos afirmando que uma parte do conceito da teoria do Dr Milhaly está correcta. Quanto maior é a dificuldade maior é o envolvimento. Também fica fácil de compreender que se o grau de dificuldade for muito elevado a relação tende a não conseguir superar as resistências e as dificuldades. Então podemos também concluir que este dito popular tem a sua parte de verdade. Relações demasiado fáceis poderão não resistir ao aborrecimento e por consequência a estabilidade tender a uma certo desinteresse e por ventura ao seu fim.

 

OK Eduardo entendi, a coisa não deve ser fácil nem difícil de mais, fica claro pelo gráfico, e como ir acompanhando a dificuldade da relação em virtude da outra pessoa ser diferente de nós? De onde vem a competência de saber lidar com essas diferenças ao longo do tempo?

 

É aí que eu acredito que o Eneagrama é uma das chaves essenciais para as relações de demonstrarem o conceito “Flow” do Dr. Milhaly e assim garantirem relações duradouras.

Para acompanhar a tendência da dificuldade temos de ter o desenvolvimento do outro vértice que até os video games usam, o conhecimento.

 

Quando temos um sólido conhecimento de nós mesmo e da outra pessoa aceitamos os seus talentos, admiramos as suas qualidades e procuramos preservar essas diferenças por muito que elas sejam distantes das nossas.

 

Aí a relação, usando as mesmas estratégias de um bom jogo de video-game, entra em modo “Flow” e a Paixão e Amor crescem e se mantêm em conjunto. Quando pensamos em criar previsões sobre a personalidade certa segundo o Eneagrama e pensamos no método “Flow” compreendemos que qualquer relação é possível desde que, mantendo e respeito e admiração pelo outro, mantemos a dificuldade criada pelas diferenças ao mesmo passo que aumentamos o nosso auto-conhecimento e conhecimento pelos outros.

 

Grande Abraço,

Eduardo Torgal.